INFORMATIVO

FLORADA DOS IPÊS COLORETRACUATEUA

Todo ano, entre os meses de setembro e outubro, Tracuateua fica colorida de amarelo. É a época da florada dos Ipês, árvore bastante utilizada na arborização da cidade. Os Ipês florescem na época mais seca e fazem contraste com o clima atual. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada.
O Ipê é uma planta típica do Brasil e principalmente da região do Sul de Minas, onde ela é abundante. O plantio da árvore em calçadas não é aconselhável porque é uma árvore de grande porte, porém, nas praças e parques o ipê pode ser uma excelente árvore de ornamentação.

O Ipê está espalhado por quase todo o país. São várias espécies com flores nas cores amarela, roxa, rosa e branco. Cada cor floresce em um breve período no final do inverno, porém, a flor do Ipê amarelo é considerada símbolo do Brasil.
Em Tracuateua, as flores dos Ipês são tão simbólicas e apreciadas, pois existe até um projeto de lei que deu à cidade o codinome de “Cidade dos Ipês”. Além disso, o povo Tracuateuense elegeu a florada dos Ipês um referencial Turístico da cidade.
No Brasil, existe legislação estabelecendo o Ipê amarelo como imune de corte, ou seja, é proibido cortar qualquer espécie da planta, a não ser que ela ofereça risco a população, mas ainda sim só pode ser feito mediante autorização do órgão ambiental.
Os Ipês amarelos chamam a atenção por toda parte onde estão. O olhar de quem passa se rende a beleza das árvores carregadas de flores. É o caso do morador Elias Souza, que na época da florada dos Ipês faz visita todos os dias a Av. Mario Nogueira em Tracuateua, para apreciar as árvores. “Esta florada é um espetáculo que não pode acabar nunca. Tem que parar para ver. Quem não para é porque não dá valor à natureza”, completa.
Na época da florada, os ipês perdem todas as folhas e ficam cobertos pelas flores, em cachos, em um amarelo vivo que se destaca na paisagem mesmo à distância.
A florada do ipê é breve, dura em média de 5 a 10 dias. Depois disso, as flores caem, forrando o chão da Avenida Mario Nogueira de amarelo e atrai muitos moradores e turistas, que registram o momento como forma de recordação desse momento proporcionado pela natureza.

Portal Traquateua

CONHEÇA ICOARACI, A ANTIGA VILA SORRISO QUE ENCANTOU OS BRASILEIROS.

Ela já foi chamada de "Vila Sorriso", depois, batizada de Icoaraci que, na língua Tupi-Guarani significa "Mãe de todas as águas".Icoaraci, faz parte dos oito distritos da capital paraense e é um dos mais próximos à ilha do Marajó.
Para chegar até Icoaraci, existem dois caminhos, um fluvial e outro terrestre. Com aproximadamente 20 quilômetros de distância do centro de Belém, o distrito que possui cerca de 300 mil habitantes é também um dos pontos turísticos mais visitados da capital.
O local, transpira a história da cidade de Belém e até hoje é ponto certo de encontro entre turistas oriundos de outros municípios paraenses e de outros estados brasileiros e dos próprios belenenses que procuram um lugar agradável para relaxar e garantir o contato com a natureza.
O bom do passeio por Icoaraci é caminhar na orla, um lugar bem ventilado com bons restaurantes e uma excelente água de coco. Além disso, se você quiser tomar um bom banho de rio, temos a praia do Cruzeiro, bastante procurada em qualquer época do ano.
Em Icoaraci podemos desfrutar de lugares como: a Feira de Artesanato do Paracuri, localizada na Travessa Soledade, onde está concentrada a casa de produção de cerâmicas que mantém viva as confecções de peças do artesanato marajoara da era pré-colombiana.
É comum a confecção de tigelas e pratos para brindes, feijoada ou festas do açaí. O material arde num calor de 800º e a operação chega a durar 36 horas e os desenhos são feitos antes que o barro endureça. Estima-se que cerca de 600 pessoas, realizam trabalhos de produção do artesanato no Paracuri.

Ainda sobre a prática de artesanato local, o distrito de Icoaraci ganhou notoriedade em outros estados brasileiros através da COARTI (Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci), pois é deste local que saem os mais belos vasos, cestas, bijuterias e diversos artigos de decoração de origem marajoara do Pará.
Os produtos são comercializados no Pará e no Brasil como um todo. Objetos feitos à mão e cuidadosamente talhados e trabalhados pelos artesãos que vivem em Icoaraci e esta é uma das práticas que garantem a economia local.
Além disso, é por Icoaraci que podemos chegar mais rápidos as Ilha do Outeiro e a Ilha do Cotijuba (antigo presídio).
Como vocês puderam observar, em Icoaraci encontramos de tudo um pouco, mas ninguém sai de lá sem levar um pedacinho da nossa história e da nossa cultura e querendo voltar outra vez. Não é à toa que a antiga "Vila Sorriso" está nos roteiros turísticos mais procurados de Belém do Pará.
Por Kátia Katia Cabral Vieira

ARROZ PARAENSE

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O arroz paraense contem além do arroz nosso de cada dia, os ingredientes tipicos da amazônia, e alguns deles muito encontrado nas feiras paraenses como jambu, camarão, tucupu, etc...

INGREDIENTES:
Obs: todos os ingredientes podem ser escolhidos e adicionados agosto, então todos estão descritos abaixo:

- Camarão;
- Jambu;
- Arroz;
- Tucupi;
- Sal a gosto.

MODO DE PREPARO:
Dessalgue o camarão por 40 minutos em água fria trocando duas vezes a água;
Ferva as cascas e a cabeça do camarão;
Reserve a água fervida;
Se o camarão já estiver descascado, ferva o camarão dessalgado;
Em uma panela, frite a cebola e o alho em azeite até dourar;
Junte o camarão escorrido, a chicória bem picada, o cheiro verde e o jambú escolhido e lavado;
Frite um pouco mais até o jambú murchar um pouco;
Acrescente o arroz;
Deixe dourar um pouco os grãos, acrescente o tucupi e o restante de água para o cozimento (mais 500 ml de água);
O arroz deve ficar em ponto de risoto, por isso controle a quantidade de água ao seu gosto.


FINALIZAÇÃO DO PRATO:
Em uma travessa de vidro, misture tudo, enfeite com camarão e jambu por cima - pode-se fazer uma flor de tomate - sirva levemente morno.


PERNIL GANHA SABOR ESPECIAL


PERNIL GANHA SABOR ESPECIAL COM MOLHO PARAENSE DE JAMBU E TUCUPI
Em Belém, ingredientes como o jambu e o tucupi podem ser facilmente encontrados na maioria das feiras livres e supermercados, mas foi a dificuldade em ter acesso aos produtos em outras capitais que moveu a criatividade da bar girl Dulce Souza, que conseguiu dar um sabor especial ao pernil de porco, com o molho de jambu e tucupi, acompanhado de farofa de castanha.
Dulce conta que junto com a família morou em Goiânia há 7 anos, e nesse tempo a saudade da culinária paraense só aumentou. Foi distante de terras paraenses que ela passou a gostar de carne, principalmente a suína, mas para ela, ainda faltava alguma coisa.
"Sempre a gente estava provando porco, só que era muito seco, né? Então eu senti saudade da nossa comida, vim pra cá e resolvi incrementar mais um pouco, que foi o tucupi, o jambu, a goma, a pimenta de cheiro, e dei para a família provar", relembra.
Já de volta a Belém, a bar girl não perdeu tempo e reuniu os ingredientes em uma receita que rende seis porções e que conquistou a família. Veja como preparar!
INGREDIENTES:

Para o pernil

- 1 quilo de pernil de porco

- meio litro de tucupi
- 2 maços de jambu
- 200 gramas de goma de tapioca
- duas colheres (sopa) de azeite
- 3 pimentas de cheiro (opcionais)
- 1 xícara (chá) pequena de vinagre
- 2 xícara (chá) de alho picado
- suco de dois limões
- um litro d´água
- sal e cominho a gosto

Para a farofa de castanhas
- 1 xícara (chá) de castanha do Pará triturada
- meio quilo de farinha de mandioca branca
- duas colheres (sopa) de manteiga
- duas xícaras (chá) de batata palha
- azeite
- alho e sal a gosto.


MODO DE PREPARO:
A receita começa com uma marinada preparada com parte do alho, suco de limão, sal, vinagre e cominho, onde o pernil de porco irá descansar por cerca de 40 minutos.
Em uma panela, aqueça o azeite e refogue mais um pouco do alho, até dourar. Retire a carne da marinada, ponha no refogado e doure, de 5 a 10 minutos.


Ferva a água e acrescente no pernil, deixando cozinhar em fogo alto de 40 minutos até uma hora. Com o cozimento, a carne irá ganhar uma cor escura e o caldo também. Já cozido, retire o pernil e ponha em um prato. Reserve
“Eu vou aproveitar esse molho do porco e colocar o tucupi que ja está fervido e temperado com alho”, ensina.

Para preparar o molho, dissolva a goma de tapioca em um pouco de água e misture na panela onde está o caldo de porco e tucupi. Mexa até ficar consistente e acrescente o jambu.

”O nosso jambu já está cozido e é colocado no molho. Mexa por um minuto e já está pronto”, complementa.
Disponha o molho por cima do pernil.
FINALIZAÇÃO DO PRATO:
Para fazer a farofa, refogue em uma panela o alho, a manteiga e o azeite. Acrescente a farinha e misture por cinco minutos. Tempere com sal e junte a castanha do Pará triturada e a batata palha. Se quiser, é possível colocar ainda as pimentinhas picadas.
Fonte: É do Pará

PRAIA DE COTIJUBA

Ilha de Cotijuba possui quinze quilômetros de litoral e suas praias são pouco exploradas. As praias que são banhadas pela Baía do Marajó (ficam de frente para a Ilha de Marajó) são as preferidas para banho.
A mais famosa é a Praia do Vai-quem-quer, por ser a maior e ser pouco frequentada. O Vai-quem-quer fica a 9 quilômetros do porto da ilha e possui infraestrutura simples, com pousadas rústicas e bares que servem comida caseira.
A Praia do Farol, ideal para família com crianças, é a que possui a maior estrutura para hospedagem de turistas, com um total de oito pousadas e mais de oitenta suítes (com ventilador, com ventilador e TV, com ar condicionado, TV e frigobar, etc).
belem.pa.gov.br
No Farol, há diferentes tipos de bares e restaurentes, com músicas também variadas: saudade, pagode, forró e bregga. Nos feriados prolongados, há programação nas pousadas e na praia com música ao vivo, baile de saudade, luau, etc.
Caso o visitante queira mais tranqüilidade, a 15 minutos de caminhada do Farol estão as desertas praias do Amor e da Saudade.
A Praia Funda é formada por uma linda enseada e é pouco freqüentada. Seu nome se deve ao fato de possuir um terreno íngreme, que torna a praia profunda a poucos passos da beira. As outras praias que ficam de frente para a Baía do Marajó são a Praia da Pedra Branca e Flexeira. As outras praias conhecidas da ilha são a do Cravo e do Cemitério.
Chega-se a Cotijuba saindo do Distrito de Icoaraci, em Belém, de barco em 40min com valor de R$ 3,00 a R$ 7,00 até o trapiche e de lá pega-se charretes até as praias

SÉRIE ‘PARAÍSO’ MOSTRA A PRAIA DE PONTA DE PEDRAS EM SANTARÉM

A quarta reportagem da Série “Paraíso”, da TV Tapajós, deu destaque nesta quinta-feira (26), a Praia de Ponta de Pedras, em Santarém, oeste do Pará.Durante uma semana a emissora exibe no Jornal Tapajós 1ªedição paisagens de locais incríveis da região oeste do Pará.
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Ao final da série, o melhor destino escolhido pelos internautas do G1 será reexibido.

Como chegar?

Fica a aproximadamente 35 quilômetros da área urbana de Santarém, sendo 23 quilômetros de estrada pela Rodovia Everaldo Martins e mais 12 quilômetros por uma estrada de terra. Pelo Rio Tapajós também é possível chegar ao local.

Na vila, os principais pratos que podem ser apreciados são o tucunaré no escabeche ou na manteiga, a caldeirada ou o prato mais famoso da comunidade: o charutinho, que é servido aos visitantes frito e com bastante farofa.
Para mais informações sobre hospedagem, alimentação e valores:

Santarém Tur - 93-991998080 e 35224847 ou pelo site www.santaremtur.com.br

Contato Pousada Ponta de Pedras 93- 99123 0789.

Video / Fonte: G1 Pa




PRAIAS DE BARCARENA

Antigamente habitada por índios, Barcarena fica a 87 km da capital do Pará e oferece diversas atrações turísticas, como a Praia do Conde, de água doce, e muitos coqueiros. A cidade também abriga balneários de águas naturais e cristalinas, e tem ilhas (quatro) indicadas para passeios de eco turismo. No ramo cultural, Barcarena realiza todo ano o Festival do Abacaxi, Peixe, Caranguejeiro e do Açaí. O hotel mais inusitado do Estado fica na praia do Caripi:
A região é banhada pelo rio Tocantins onde, no verão, formam-se belas praias como Vila do Conde - Localizada na Vila do Conde, é banhada pela baía do Marajó. Possui grande extensão e é formada de areia branca e alva. Arborizada, a praia dispõe também de barracas especializadas na venda de comidas e de bebidas. Está situada a uma distância aproximada de 22 km, por via rodoviária, da cidade de Barcarena.
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Caripi - Também na baía do Marajó, possui uma extensão de aproximadamente 3 km. Formada de areia branca e fina, sua vegetação é variada. Na praia do Caripi, uma atração especial chama a atenção dos visitantes: a Casa da Árvore, parte das instalações do Hotel Samaúma, que combina o conforto moderno ao espírito de aventura.
Itupanema - A praia está localizada na Vila de Itupanema. O acesso é rodo-fluvial, pela estrada que liga Barcarena ao complexo Albrás. Possui grande extensão e situa-se à margem da Baía do Marajó. Sua formação é em grande parte constituída por areia amarelada e rochedos.
De Barcarena partem embarcações com destino a Itupanema. A viagem acontece entre furos e igarapés. Itupanema é uma pequena vila de pescadores de onde se pode avistar, de um lado, a Ilha do Marajó e do outro o porto de Vila do Conde.
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Carnapijó - A Vila do Carnapijó está distante 14 km por via rodoviária (PA-151) da cidade de Barcarena. O local é de propriedade particular, mas está aberto à visitação pública. A praia que circunda o local, em quase toda a sua extensão, é constituída de pedra e argila. O visitante vai encontrar árvores frutíferas como: mangueiras, coqueiros, taperebazeiros e açaizeiros. A praia é banhada pela baía do Marajó tendo em frente a Ilha das Onças. A vila do Carnapijó provoca grande deslumbramento. No local há um monumento com a imagem de Nossa Senhora do Tempo.
A Ilha de Itambioca, em Barcarena, também possui uma infinidade de praias pouco exploradas, que merecem um passeio especial.  
Todas essas praias você acessa através do município de Barcarena, nas partidas do centro da cidade por carro, vans e barcos.
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Vila do Conde - Localizada na Vila do Conde, é banhada pela baía do Marajó. Possui grande extensão e é formada de areia branca e alva. Arborizada, a praia dispõe também de barracas especializadas na venda de comidas e de bebidas. Está situada a uma distância aproximada de 22 km, por via rodoviária, da cidade de Barcarena.

PARAENSES TÊM O CHEIRO DE GENTE ALEGRE E CRIATIVA, DIZ PERFUMISTA

O Pará, assim como toda a Amazônia, está repleto de “cheiros vivos”, que integram a complexidade e a riqueza da biodiversidade brasileira e latina. Ativos da castanha, açaí e cupuaçu, por exemplo, são bastante utilizados para fazer cosméticos e também perfumes. Através da peculiaridade de cheiros como estes é possível definir a personalidade do povo da região.
Quem é capaz de desvendar o mistério dos cheiros é o profissional especialista em perfumes, o perfumista, profissional tão raro que, em todo o planeta, existem mais astronautas do que perfumistas. Verônica Kato, perfumista da Natura formada na Alemanha, é quem dá o parecer sobre o povo paraense: “Não há dúvida de que o povo paraense, pela sua riqueza de cheiros, é surpreendente, criativo e ousado, além de muito alegre e vibrante”, afirma Kato.
(Foto: Thais Rezende/G1 PA)
O cheiro de uma pessoa traduz muito da sua personalidade. Acreditamos que perfumes provocam sensações e despertam os sentimentos mais verdadeiros, porque falam sem palavras. Nos reconectam com a nossa essência, aquilo que é simples, autêntico e realmente importante”, explica a perfumista.
O mistério dos cheiros
A perfumaria classifica os perfumes de acordo com o percentual de essência utilizado em sua composição. Os nomes são dados obedecendo o nível de concentração da essência e o poder de fixação à pele, o que determina também o tempo de proteção.

(Foto: Thais Rezende/G1 PA)
Verônica explica em quais categorias se encaixam os cheiros típicos do Pará. “O patchouli enquadra-se na categoria dos amadeirados, que são marcantes e fortes, predominando notas quentes, como o sândalo e madeiras mais secas, como pinho, cedro e raiz de vetiver, uma erva aromática. Já a castanha, açaí e cupuaçu estão na categoria dos adocicados, que também são marcantes, combinando notas florais, frutais e cítricas”, analisa a perfumista.
Mas Kato alerta que o perfume ganha um cheiro diferente em cada pessoa. “É preciso estar atento ao fato de que uma mesma fragrância pode apresentar características distintas, dependendo da pele da pessoa. Isso acontece porque cada um de nós tem uma química própria, que interfere no perfume. Cada indivíduo possui seu próprio cheiro que varia de acordo com o tipo de pele, oleosa, seca ou normal”, diz. “De certa forma nós transpiramos o que comemos, se a alimentação for rica em pimentas ou peixes transpiraremos odores diferentes que irão compor o perfume que usamos. Por isso cada perfume tem seu próprio cheiro em cada pessoa”, completa a especialista.
Cheiros do Pará
Na maior feira livre da América Latina, o Ver-o-Peso, em Belém, há também quem entenda de cheiro. Beth Cheirosinha tem uma barraca há 46 anos, onde vende Cheiro do Pará, banho de cheiro, ervas e outros artigos da perfumaria que trazem, além do perfume, bons fluidos espirituais.
“As ervas atraem sorte, felicidade, saúde, levantam o astral, deixam a mente purificada e são muito cheirosas”, afirma Beth. Sem estudo específico para a profissão, Cheirosinha conhece o aroma de cada erva. “Para o banho de cheiro são usadas as seguintes ervas: manjericão, catinga de mulata, folha de chama, pataqueira, vin-de-cá, canela macho e abre caminhos da felicidade”, conta.
Todos os conhecimentos foram passados pela mãe de Beth, que recebeu de sua avó e assim tem sido há décadas. “Quem deu o nome das ervas foram os índios, meus avós são do interior e aprenderam com eles”, explica Beth.
No Ver-o-Peso, a garrafa de meio litro Cheiro do Pará, mistura de patchouli, pripioca, sândalo e colônia custa R$ 25 e dura aproximadamente 2 meses. Já o vidro pequeno custa R$ 4 e dura uns dois dias. “Nunca usei perfume Francês, eu só uso Cheiro do Pará e ninguém nunca reclamou, pelo contrário, só atrai”, brinca Beth Cheirosinha, se referindo aos seus amores.
O perfume ideal para o paraense
Segundo Verônica Kato, por ser uma região de clima quente e úmido, o ideal é que se opte sempre pelas fragrâncias mais leves e frescas, dando preferência para florais frescos, verdes e frutados, fougere fresco e marine, e chipre cítrico e frutado.

“Muitas empresas já apresentam a mesma fragrância com diferentes concentrações. Uma boa sugestão para os paraenses são os sprays corporais perfumados. Eles podem ser usados a qualquer hora do dia, pois completam a rotina diária de cuidados pessoais. Além de perfumar, prolongam a sensação pós-banho e mantém o cheirinho do hidrante na pele”, indica a especialista.
  “Para manter o frescor, é importante saber que o perfume é como a maquiagem e, por isso, sempre que for necessário é preciso "retocá-lo", ou seja, passar mais um pouco no decorrer do dia. Uma boa dica é quanto à hidratação da pele, quanto mais hidratada, maior o tempo de permanência desta fragrância na pele, ou seja, passar hidratante antes de se perfumar pode ajudar”, orienta Kato.
G1Pa

BELÉM E O TURISMO RELIGIOSO

Ela é a única basílica existente na Amazônia brasileira e é também a dona de uma beleza que encanta a todos os seus visitantes. Estou falando da Basílica Santuário de Nazaré.
Erguida no mesmo local em que o caboclo Plácido encontrou, às margens do igarapé Murucutu, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses. A Basílica Santuário segue o modelo da Basílica de São Paulo, em Roma. O Círio de Nazaré é considerado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O evento é uma homenagem a Nossa Senhora de Nazaré e reúne cerca de dois milhões de romeiros de todo o mundo.
Em momentos como as festividades da quadra Nazarena, realizadas anualmente no segundo domingo de mês outubro, o Círio de Nazaré engloba outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial, peregrinações que acontecem na quadra nazarena, bem como atividades culturais como o espetáculo dramático conhecido como Auto do Círio, que percorre as ruas do bairro Cidade Velha e os diversos shows que acontecem na concha acústica da Praça Santuário. A Basílica recebe milhares de fiéis, seja para visitação ou para acompanhar as missas celebradas no espaço que encanta a todos com sua arquitetura, telas, e o altar-mor que abriga a imagem da padroeira dos paraenses, a virgem de Nazaré.
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Ainda sobre o turismo religioso no Pará, a capital do Estado possui outro grande palco da fé cristã, a Igreja Centenária Assembleia de Deus. Localizada em uma das maiores e mais movimentadas avenidas de Belém. O local é considerado o maior e mais importante espaço Evangélico Pentecostal do Brasil, da América Latina e do mundo. A igreja conta com cerca de 700 mil membros e presta relevantes serviços de assistência social, educacional e de comunicação, como distribuição diária de cestas básicas aos mais necessitados e alfabetização de pessoas.
A primeira igreja Católica de Belém, a Catedral Metropolitana de Belém ou Catedral da Sé, foi construída em 1748 e seu altar foi doado pelo Papa Pio XI e atualmente é a sede da Arquidiocese de Belém, sendo parte importante da celebração do Círio de Nazaré. A igreja faz parte do roteiro do turismo religioso da capital paraense e fica localizada no bairro da Cidade Velha, parte do complexo histórico e religioso do bairro, chamado de Feliz Lusitânia, e está próxima a pontos turísticos como o Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas. Os desenhos existentes na Catedral são do arquiteto Landi e também guardam em seu interior, belíssimas telas de renomados artistas europeus do século XVIII.
Outro lugar que o turista não pode deixar de visitar, quando chega a Belém, é a Igreja de Santo Alexandre, onde atualmente abriga o Museu de Arte Sacra do Pará. O antigo complexo jesuíta é um dos mais importantes ainda existentes no país. A Igreja de Santo Alexandre está na rota do turismo religioso da capital do Estado, como Museu de Arte Sacra. O local conta com um acervo de cerca de 400 peças sacras de pintura, talha, prataria, gesso e outros objetos litúrgicos, oriundos do acervo jesuítico e da cúria metropolitana da capital. O visitante também pode desfrutar no espaço de biblioteca, loja e galeria de arte.
Sem dúvida Belém do Pará é uma das cidades brasileiras que mais respira fé e o mais importante, não importa a época do ano.
Por Kátia Cabral Vieira.

Praias do Rio Tocantins

Enquanto em outros lugares do Brasil o mês de julho marca o inverno, o Tocantins está em pleno verão. Com um período de estiagem que dura aproximadamente seis meses por ano (de abril até setembro), os níveis de água dos rios do Tocantins baixam e os bancos de areia aparecem formando diversas praias de água doce. Estas praias são destinos preferidos pelas pessoas que moram no Tocantins e nos estados vizinhos durante as férias de julho e agosto.
g1.globo
A praia da Tartaruga fica localizada em Peixe, na região sul do estado, e é uma das mais badaladas do rio Tocantins.
Nas praias de Araguatins os banhistas ficam com os pés na água para se refrescar (Foto: Luciano Ribeiro/ATN) Localizada na região da Ilha do Bananal, em Lagoa da Confusão, a praia é uma das poucas que não ficam nos rios Araguaia ou Tocantins.
ecoviagem
A praia fica em uma lagoa e seu nome LAGOA DA CONFUSÃO teria vindo de uma ilusão de óptica. De acordo com os moradores locais, uma grande pedra que fica dentro da lagoa parece mudar de lugar. Acredita-se, que a pedra 'caminha' em função de uma ilusão de óptica, mas existem outras versões que apostam no sobrenatural.
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As festas são o grande chamativo da praia do Escapole, em Araguanã. A praia, junto com Xambioá, ficou famosa na música Dança do Titanic, do DJ Osman.
As praias do Tocantins você pode acessar pelos municípios paraenses de Marabá, Tucurui, Breu Branco, Mocajuba, entre outros, indo de carro ou ônibus.

ESTAÇÃO DAS DOCAS, O PASSEIO QUE ENCANTA.

Ela tem uma vista privilegiada da Baía do Guajará, seu espaço interno é muito bem refrigerado e, lá fora, o vento com cheiro de rio, refresca o corpo do calor paraense. Para quem chega, uma roda de Carimbó é montada para recepcionar, é muito difícil não se encantar por ela, a Estação das Docas.
Inaugurada em maio de 2000, o complexo turístico e cultural da cidade de Belém, já foi parte do Porto local. A Estação é o resultado do restauro de três galpões de ferro inglês, que havia sio destruído após o Movimento da Cabanagem, em 1800. Hoje, o local dispõe dos seus armazéns totalmente recuperados.
Por ser um complexo totalmente voltado ao turismo, a Estação das Docas agrega diversos aspectos, como: cultura, moda, gastronomia e eventos. Mais de 30 mil metros quadrados, divididos em três armazéns e um terminal de passageiros, uma janela para a Baía do Guajará e Ilha das Onças.
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Quem frequenta o local pode encontrar o Boulevard das Artes, da Gastronomia e das feiras e exposições, Cinema e Teatro Maria Sylvia Nunes e, o Anfiteatro Forte de São Pedro Nolasco, tudo preparado para agradar todo o tipo de público.
A gastronomia presente na Estação é uma das melhores existente na capital paraense. Restaurantes renomados como: Capone; Amazon Beer (espaço que produz cervejas com frutas da terra, como açaí, taperebá, bacuri); Lá em Casa, especializado na gastronomia paraense, como pato no tucupí, maniçoba, casquinho de caranguejo, peixes, tudo muito bem preparado para satisfazer o cliente; Marujo’s Bar e Restaurante, também especializado em iguarias regionais e oferece ao cliente, uma boa música ao vivo; Spazzio Verdi e; Bio Mercato, a primeira loja e restaurante orgânico da capital.
Cada ambiente da Estação, onde os restaurantes estão alocados, possui música ao vivo, o palco chama atenção por ser aéreo e chegar a todos os clientes presentes nestes espaços.
Ainda sobre gastronomia, é na Estação das Docas que você pode desfrutar de um bom cafezinho ou chocolate quente, acompanhado daquela tapioca, doce ou salgada, molhada ou só na manteiga, que só "As Mulatas" sabem fazer. Sem contar que, na Estação você também pode saborear ou levar para casa os deliciosos bombons regionais na "Bombom do Pará" e, desfrutar dos deliciosos sorvetes de açaí, tapioca, cupuaçú, uxi, taperebá, muruci, que sem dúvida alguma só existem na "Cairu" e por sinal, eleito o melhor sorvete do Brasil.

Além de toda essa vasta lista gastronômica existente na Estação, temos também as lojas de produtos artesanais, como: Arco-Íris, especialista em biojóias com toques regionais, produtos provenientes da Jarina, popularmente conhecida como Marfim da Amazônia; Boulevard Marajoara, que oferece o melhor dos artigos femininos; Camilla Grello; Juruá, perfumaria dedicada a produção artesanal de produtos de beleza, sabonetes, creme hidratantes até xampus, todos preparados com plantas típicas da Amazônia; Marajó, artigos para presentes e produtos regionais; Morena Iaçá, comercializa roupas e acessórios, CDs e DVDs; Amazônia Zen, confecção e bijuteria; Ná Figueiredo; RD Joias; Riquezas da Amazônia; Tapuia e; Tear; além de salões de beleza e loja de câmbio.
Mas não para por aí, a Estação das Docas também disponibiliza para os seus frequentadores, um passeio pala orla realizado pela Vale Verde Turismo. Um passeio a bordo da Tribo dos Kayapós, no fim de tarde ou ao luar, curtindo música paraense de melhor qualidade, sem dúvida, é uma excelente pedida. Fora que você dispõe de outra ótica da orla da cidade, contemplando a capital paraense em um de seus mais belos ângulos como Ver-o-Peso, Forte do Presépio (marco da fundação de Belém), Casa das Onze Janelas, Cidade Velha, Porto do Sal, o colar verde esmeralda que circundam a nossa baía (ilha das Onças e ilha do Combú), Estação, antigo Porto de Belém e o final do roteiro, passando pelo Ver-o-Rio, retornando a Estação das Docas.
Este passeio dispõe também de um guia especializado, dançarinos que realizam uma apresentação folclórica paraense, tudo para garantir a animação do passeio.

É por isso que a Estação das Docas sem dúvida é uma ótima pedida a qualquer hora do dia e está entre os pontos turísticos mais visitados do estado do Pará.

Por Kátia Cabral Katia Cabral Vieira

MANDIOCABA, UM TIPO DE MANDIOCA

Mandiocaba é um tipo de mandioca e também é uma cidade no Paraná que se encontra próximo a Paranavai,exatamente 28 km,mais não vamos falar da cidade e sim da própria Mandiocaba que com ela você faz inúmeras coisas!
O processamento da mandioca para a eliminação do ácido cianídrico é muito antigo,
sendo que inúmeras tecnologias foram desenvolvidas pelos diferentes grupos humanos, como o tipiti, que é um cesto fabricado com talas de aruman.

O uso do tipiti é característico de algumas nações indígenas, sendo que, em algumas regiões do Brasil, como a tribo Tapirapé no Brasil Central e na parte superior da bacia do Xingu, não são encontrados relatos da utilização dessa tecnologia; apesar de ser a mandioca o alimento principal tanto entre esses índios do Araguaia, como entre aqueles xinguanos. Informações referentes à existência e localidade dos equipamentos utilizados no processamento da mandioca constituem importantes ferramentas que auxiliam na localização das variedades de mandioca brava no território brasileiro.

Descrevem um tipo distinto de mandioca com alto teor de água e baixos teores de amido e matéria seca. Esses cultivares eram utilizados pelos pré-colombianos na Amazônia, e são conhecidos como mandiocaba pelos novos pesquisadores da Amazônia.

São considerados como pertencentes a uma nova classe de mandioca devido ao alto teor de açúcar livre. Outra evidência, descrita pelos irmãos Villas Bôas, em 1989, é a distinção feita pelos índios Kayabí do Rio São Manuel, no Xingu, de três grupos de mandioca: brava (Manióp-veté), mansa (Manióp-atatá) e doce (Mania-acáp).

Bebidas peculiares da microrregião paraense do Salgado (parte do Pará banhada pelo Oceano Atlântico, cujas águas se misturam às dos rios), em tempos idos pontificavam, soberanas, nas festividades dos santos padroeiros de cada município, sendo altamente procuradas pelos nativos tanto quanto pelas “pessoas de fora” (visitantes) que, ao as experimentarem pela primeira vez, encantavam-se com o sabor exótico e característico.

Eram feitas, tradicionalmente, pelos mais idosos que as vendiam, apenas, nessas festas ou as ofereciam àqueles que hospedavam. Nessa época, carente de geladeiras e freezers, a procura era grande e a oferta maior ainda.

Hoje, entretanto, as coisas mudaram e já é difícil encontrá-las em qualquer festividade que demande grandes aglomerações de pessoas, máxime de turistas, por dois motivos: 1º) as pessoas preferem consumir cervejas e refrigerantes; 2º) porque os poucos que aprenderam a fazê-las com os pais, há muito falecidos, dada a parca rentabilidade, posto que a procura é pouca, preferem vender outros produtos para obterem maiores e melhores lucros.

Somente no dia de Finados é possível encontrarem-nas porque, nessa data, o povo (os domiciliados e os que vêm de outras localidades para honrar os seus mortos) faz questão de apreciá-las e, assim, revive-se a tradição.

Algumas bebidas feitas especificamente pela a mandiocaba:

Manicuera :

Bebida feita do tucupi da mandiocaba (tipo de mandioca). Deve-se ferver o tucupí da mandiocaba, depois deixar descansar por 2 horas; após esse descanso, leva-se ao fogo junto com o arroz e cubos cortados de macaxeira, até transforma-se em xarope.

Após 12 horas de feita, a mandiocaba tende a azedar, alterando-se o seu sabor e, por conseguinte, sendo prejudicial à saúde de quem a ingerir. Isso ocorre pela diversidade da mistura de amidos: o da própria mandiocaba, o do arroz e o da macaxeira.

epositada em vasilha de plástico, não se sabe por que química, a goma da mandiocaba cria uma extrema viscosidade, prejudicando, assim, a feitura da manicuera. O mesmo não sucede se a vasilha utilizada for de barro, de vidro e/ ou de alumínio.

Importante detalhe dessa bebida é que não pode ser ingerida após 12 horas preparada.

Guariba:

Supõe-se também não constar registro dessa bebida, de preparo indígena, ou seja, dos silvícolas do rio Caeté, no Pará.

O elemento vegetal usado é a mandiocaba (espécie de mandioca doce), cultivada pelos roceiros. Raspada a casca do tubérculo, a massa formada, tão doce quanto o açúcar, é comprimida em beijus, envolvidos em folhas de sororoca da várzea e postos no forno de barro, para assar. Feita esta operação, levam-se os beijus para o interior da mata, onde foi levantado um jirau, de meio metro de altura, com estrado de varas coberto de folhas de sororoca; aí colocam-se os beijus, novamente cobertos de folhas, pondo por cima outras varinhas.

Decorridos 10 a 15 dias, para a fermentação, os beijus começam a pingar, dizendo os nativos que a “guariba está mijando”; isto notado, os beijus estão em condições de serem retirados do jirau, e a porção de massa formada é posta em alguidares, com água suficiente para ir-se dissolvendo e ser coada, já adoçado todo o líquido pela mandiocaba.
Pronta como está pode servir-se em copos, cuias, tigelas, como fazem nas festas de santos e diversões familiares.

Existe uma superstição relacionada com essa bebida guariba: a pessoa incumbida, desde o ralamento, até os bijus “mijarem”, fica privada (homem ou mulher) de comer molhos picantes e sal; também terá de se abster de relações corporais, mesmo sendo esposa e marido. Infringidas que sejam estas regras, que os índios respeitavam, fica a guariba azeda, aguada.

O nome da bebida está ligado à observação de que o macaco guariba “está mijando de vez em quando”, o que sucede com os beijus da mandiocaba, quando fermenta.

Com a Mandiocaba se faz muitas coisas como um ótimo bolo que é típico da região do Paraná e muito famoso na cidade Mandiocaba/PR:

Bolo de Madalena:

INGREDIENTES:
• 1 kg de mandioca
• 1 kg de peito de frango
• 500 gramas de presunto
• 500 gramas de mussarela
• 1 cebola grande, bem picada
• 3 tomates (picados)
• Cheiro-verde
• Sal a gosto

MODO DE PREPARO:
Descasque a mandioca, cozinhe-a numa panela grande e amasse-a bem, deixando-a com uma consistência firme, mas não dura, quase um purê. Cozinhe o frango em outra panela e desfie-o em seguida. Adicione a cebola, o tomate, o cheiro-verde, sal a gosto, e misture-os bem com o frango, para fazer o molho. 

FINALIZAÇÃO DO PRATO:
Monte a Madalena numa travessa, em duas camadas. Primeiro, espalhe 1/2 (ou 1/3, dependendo do gosto do cozinheiro) da massa de mandioca. Coloque 250 gramas de presunto (se a opção for por 3 camadas, pouco mais 150 gramas), 250 gramas de mussarela (idem, caso haja 3 camadas), e metade do molho. Cubra com o resto da massa de mandioca, faça outra camada com os ingredientes que sobraram, salpique orégano e leve a torta ao fogo para gratinar!

Fontes & imagens :
http://revistagloborural.globo.com/
http://www.abam.com.br/
http://www.revistanossopara.com.br/
http://www.capuchinhosrs.org.br/

RIO AMAZONIAS

Nasce a 5.300 metros de altitude, na montanha Nevado Mismi, nos Andes peruanos. Já é reconhecido pela National Geographic Society e pelo Instituto de Pesquisas Espaciais de São José dos Campos, São Paulo (INPE) como o maior rio do mundo, tanto em extensão - com 6.885 km, 214 km a mais que o Rio Nilo, que era considerado o mais extenso - como em volume d'água, pois despeja no mar cerca de 200.000m3 de água por segundo, o equivalente a um quinto de todos os rios do planeta. Até chegar à denominação de Amazonas, o rio é chamado de Apurimac, Ucayali e Solimões. Típico rio de planície, o Amazonas tem seu curso em três países - Peru, Colômbia (em curtíssimo trecho) e Brasil - cortando o Pará no sentido Oeste-Leste. No território paraense ele recebe vários dos seus 1100 afluentes, como Tapajós e Xingu pela margem direita, e Nhamundá, Trombetas, Paru e Jari pela margem esquerda. Na foz do Amazonas, que mede cerca de 149.000 km2, ficam os rios Pará, Tocantins e Capim. Após seu longo percurso, o Amazonas protagoniza um dos maiores fenômenos hidrográficos da região: a pororoca - o estrondoso encontro das águas do oceano com as águas dos rios, que provoca um barulho ouvido a quilômetros de distância. A pororoca acontece quando grandes ondas (vagalhões), de 1 a 4 m de altura, invadem as águas fluviais, durante as marés de águas vivas (sizígia) que ocorrem nas luas Nova e Cheia.


MONTE ALEGRE, PARÁ: O QUE VER E FAZER

Por: Jussara Kishi

É difícil falar sobre seu próprio lugar de origem sem ser tendencioso, mas considerando que 1. o turismo em Monte Alegre ainda não se desenvolveu à altura do seu potencial e 2. é muito difícil encontrar guias sobre Monte Alegre na internet, resolvi dar minha contribuição. Para isso, fiz este pequeno guia sobre a cidade. Bem-vindo à terra pinta-cuia!

Monte Alegre está localizada no Oeste do Pará, mais ou menos no ponto intermediário entre Belém e Manaus, as duas metrópoles da Amazônia brasileira. A forma mais fácil de se chegar é partindo do município de Santarém via lancha, uma viagem de cerca de 3h de duração.
Ao desembracar, você saberá, de cara, por que não existem muitos ciclistas na cidade... pela infinidade de sobe-e-desce devido à formação geológica da região, que é coberta de serras. E é nas serras que está o ponto alto (olha que trocadilho besta)!, a graça de conhecer Monte Alegre.

Antes de continuar o post, dá o play nesse vídeo que eu fiz na minha última viagem, em abril deste ano. Tiramos dois dias para ir aos sítios arqueológicos do Parque Estadual e às cachoeiras da Serra do Itauajuri. O vídeo mostra um pouco da vibe desses passeios pra quem também tem espírito aventureiro e curte turismo ecológico

Jussara Kishi
Parque Estadual Monte Alegre
Essa unidade de conservação integral, cerca de 40 Km distante do centro da cidade, abriga um conjunto de sítios arqueológicos com centenas de pinturas rupestres, em meio a uma área de serrado. A novidade é que agora a entrada está sendo mais controlada, o que é bom para a preservação do local. Para entrar, os visitantes precisam antes pedir uma autorização, que é gratuita e sem burocracia, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, informando a data da visita. A Secretaria recomenda não fazer a visita em número grande de pessoas para não comprometer a área, mas não estipula um limite, portanto, essa é uma questão de bom senso.
Estive lá novamente mês passado com meu irmão, minha cunhada e alguns amigos. Nossa primeira parada foi a Serra da Lua. Essa serra possui um paredão de pinturas nas cores amarela e vermelha, que são as mais conhecidas. Se você escrever no Google Imagens "Monte Alegre Pará", o paredão vai ser uma das primeiras imagens a pipocar na tela. Lá de cima, temos uma vista muito bonita das serras em volta.

Serra do Itauajuri
Ponto de maior altitude de Monte Alegre, a Serra do Itauajuri atinge quase 400 metros. A serra está localizada a 14 Km da cidade, com acesso pela PA-423. A estrada não é asfaltada, mas se o veículo aguentar alguns buracos, você chega lá tranquilo. Guardo muitas lembranças preciosas desse lugar, que eu descobri que é o meu favorito na cidade inteira!
juaquieali blogspot
Até bem recentemente era difícil encontrar informações técnicas sobre a Serra do Itauajuri, mas uma equipe da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com apoio da Prefeitura, realizou uma expedição de reconhecimento da área, com a proposta de transformá-la em um Parque Natural Municipal, uma unidade de proteção integral. 

Existem duas formas de se curtir a Serra do Itauajuri: subir/escalar pela parte mais seca até o topo ou seguir o curso da água, entre cachoeiras e piscinas naturais. Em ambos os casos dá para chegar até o topo em algumas horas.
A subida pela parte mais seca é bem mais íngreme e exige bastante esforço físico. No caminho você encontra cachoeira, igarapés e uma gruta, mas é essencial estar acompanhado de alguém que conheça a área porque é muito fácil se perder (já aconteceu comigo). É bem legal fazer essa aventura em grupo e acampar nos campos naturais, lá no topo, por uma noite.

Já a subida pelo caminho da água é menos íngreme, porém escorregadia em vários trechos, e também leva mais tempo. Sim, você vai pegar uma quedinha em algum momento... não tente escapar! Nesse percurso, ora você anda com os pés enfiados na água, ora com as pernas inteiras, ora na terra ou na lama. Mas as piscinas naturais e as cachoeiras geladinhas e de água cristalina que você encontra fazem valer qualquer coisa! Uma das cachoeiras tem até um escorrega-bunda natural de pedra, onde muita gente já rasgou uns bons pares de calças e shorts...

Outras informações sobre cidade:
Como chegar à cidade: A Viação Tapajós (93 9131-3495) tem lanchas diárias - Stm-Mta com saída às 16h/ Mta-Stm com saída às 5h40 (aos domingos sai às 10h). Também é possível chegar de barco (6h na ida e 8h na volta, pois a duração depende do curso do Rio Amazonas) ou de carro, com uma travessia obrigatória de balsa antes.
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Comer/beber: O restaurante do Seu Itamar, na Comunidade de Pariçó, serve uma comida deliciosa com sabor caseiro, de frente para o Rio Gurupatuba. Não deixe de pedir o bolinho de piracuí de entrada e depois a galinha caipira. / O RestauranteDona Marita serve pratos requintados com ingredientes regionais, especialmente peixes, tudo muito no capricho. / Para experimentar o prato mais tradicional do montelegrense, o acari assado na brasa com farinha de mandioca, vá ao Acarizão. / Para tomar cerveja/drinks e comer petiscos, o Sabor do Paulo e o Bar do Mirante estão bem localizados, na Praça da Matriz.  

Quando ir: Para pegar as cachoeiras, vá de fevereiro a julho. Para as festividades de São Francisco de Assis, vá no final de setembro e início de outubro (a principal noite é a do dia 4/10).

Hospedagem: Acredito que o Hotel Panorama (93 3533-1716) é o mais tradicional da cidade. Lá também funciona um ótimo restaurante, cuja especialidade é peixe.
Curiosidades:
- Na década de 1990, Monte Alegre viveu uma polêmica, quando pesquisadores acusaram níveis elevados de radiação por urânio na cidade, o que, supostamente, estaria causando maior número de casos de câncer. Anos depois, a Comissão Nacional de Energia Nuclear contestou esse estudo e acalmou a população e as autoridades.
- Existe em Mta uma fonte termal de águas sulfurosas, águas naturalmente quentes e com forte cheiro característico (enxofre) que, pelo que sei, possuem propriedades medicinais, sendo usadas, principalmente, para combater problemas de pele. Já foi uma grande atração turística, conhecida apenas como "Sulfurosa", mas há anos foi deixada de lado. Uma pena...
- A Serra do Itauajuri inspirou o nome de um dos meus irmãos, que se chama Itajury (o outro se chama Itajacy, que também é um nome indígena, assim como o meu). 

Fontes consultadas: Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará/ IBGE/ Jornal da Ciência (SBPC)




 
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