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MODERNIDADE, PROGRESSO E CIVILIZAÇÃO: A MUDANÇA NA NOVA APARÊNCIA DE BELÉM


No final do século XIX, o espaço urbano de Belém passou por uma reforma, pois era imprescindível que ela se tornasse uma cidade moderna digna de receber o título de "Paris Tropical". Esse período foi um marco na decoração do cenário da metrópole, financiado pela Belém da borracha nos anos de 1870-1910. A partir de 1880, o crescimento da cidade ocorreu em uma velocidade incrível, fazendo com que o seu desenvolvimento originasse outros bairros. 16.600 casas foram remodeladas com toques sofisticados, 15 praças e 30.000 árvores deram vida à cidade, sem contar os jardins vistosos e bem cuidados, como o Horto Municipal, recuperado por Antônio Lemos e a reestruturação do Bosque Rodrigues Alves. O Intendente municipal traçou ruas que atingiam 44 metros de largura, pois era necessário construir avenidas largas de acordo com o projeto de embelezamento urbanístico, até o bairro de São Brás. Foi um grande empreendimento. 
imagens da internet

A arquitetura da cidade foi inspirada em Paris e Londres - grandes centros urbanos que trouxeram um grande modelo de referência para as mais importantes cidades brasileiras. Não foi à toa que "modernidade, progresso e civilização" foi o lema chave para o nascimento da Belém moderna, visto que um grande exemplo de cidade moderna era Paris e, para tornar Belém uma espécie de Paris Amazônica, era fundamental transformar não somente a estrutura física, mas também as relações sociais, europeizando os costumes. Sendo assim, o Código de Conduta foi criado pelo poder público, com o intuito de instruir os princípios de higiene nas áreas, proibindo banhos nos chafarizes e praças e, demolindo todos os cortiços, que eram lugares considerados como focos de epidemias e desordem, entre outras regras impostas pelo Código, como a comercialização de alimentos de forma inapropriada, campanhas de vacinação e recolhimento de lixo nas residências. 
imagens da internet
O conceito de modernidade estava ligado ao desenvolvimento urbano, revelando-se através do atendimento às necessidades básicas da população e da construção de ícones modernos, como as ferrovias, a intensificação das transações comerciais e a internacionalização dos mercados. A construção da Belém moderna foi impulsionada durante toda a administração de Antônio Lemos. A capital paraense virou um grande canteiro de obras debaixo das construções e reformas de vários edifícios públicos, concedendo uma nova fisionomia para a cidade. A organização adotada por Lemos também ocupou áreas enormes e vazias em Belém. Essas áreas não utilizadas surgiram pela expansão urbana e se estendiam por toda a cidade. Devemos levar em consideração que a prioridade do projeto urbanístico de Lemos atendia às condições básicas (porém primordiais) para o escoamento, armazenamento e produção da borracha, por isso as ruas e avenidas amplas, para simplificar o fluxo dos produtos. Como consequência, a zona portuária transformou-se em um local demasiadamente valorizado. As áreas próximas à Cidade Velha ofereceram espaço para as funções comerciais ligadas à borracha, fazendo as famílias que ali residiam, se mudarem para bairros mais afastados. Isso originou os bairros Umarizal, Batista Campos e Nazaré. Era obrigatório que Lemos assinasse a nova fisionomia urbana de Belém, logo, Belém passou a ser invejada por brasileiros das regiões produtoras de café.

Atualmente, Belém é uma metrópole com mais de 1,4 milhões de habitantes, possui 30% da sua área coberta por áreas verdes e, podemos ver traços das (re)construções intensas e radicais ocorridas na cidade e nas formas de morar na Belém da Belle Époque tanto em avenidas, quanto em palácios, museus, navios e comércio.

Luana Lago Correa – Fontes bibliográficas:http://pphist.propesp.ufpa.br/…/Ms%202006%20KAROL%20GILLET%…
 
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