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POR QUE O RIO NEGRO POSSUI COR ESCURA?

O Rio Negro é um dos três maiores rios do mundo, sendo que passam mais águas por seu leito do que em todos os rios da Europa. Seu volume d’água perde somente para o rio Amazonas (o qual ele próprio ajuda a formar, como será explicado mais adiante) e é o rio de águas pretas maior do mundo. Ele é também o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, na Amazônia.

No entanto, o Rio Negro é mais lembrado por ser um dos personagens que dão origem a um espetáculo de imensa beleza: quando se encontram com as águas barrentas do Rio Solimões, as águas escuras do Rio Negro, que variam da cor marrom-café até a cor marrom-oliva, afluem juntas, sem se misturarem, e essa junção bicolor permanece por cerca de 10 km. Quando finalmente se misturam, são nomeados de rio Amazonas.

Essas águas não se misturam por causa de vários fatores, tais como a diferença de composição, densidade e temperatura entre os dois rios.

Além disso, as águas negras escondem milhares de ilhas na época da cheia, que são reveladas depois que passa esse período. Porém, mesmo sendo escuras, as suas águas possuem uma transparência que varia entre 1,3 m e 2,3 m.

O Rio Negro não seria o mesmo se não fosse a sua cor. Mas por que suas águas são tão escuras?

Isso foi alvo de especulação durante cerca de 200 anos por vários cientistas. Apenas no início da década de 80 que veio a resposta por meio dos estudos do químico americano Jerry A. Leenheer. As águas de todos os rios dependem em grande parte das interações químicas e físicas, como infiltração e escoamento, com as extensas áreas terrestres de drenagem adjacentes.

As águas pretas do Rio Negro e de muitos de seus efluentes possuem valores de pH entre 3,8 e 4,9, sendo, portanto, ácidas. Isso ocorre em razão da grande quantidade de substâncias orgânicas dissolvidas oriundas da drenagem dos solos arenosos adjacentes ao rio que possuem como vegetação a campina, a campinarana ou as caatingas amazônicas. Essa cor é resultado dos ácidos húmicos e fúlvicos resultantes da decomposição do húmus no solo que são lentamente transportados para o rio.

O húmus é uma compostagem natural realizada pelo sistema digestório das minhocas, por bactérias e fungos, que decompõem a matéria orgânica, agregando ao solo os restos de animais e plantas mortas e também seus subprodutos. O húmus é o mais completo adubo, não possuindo cheiro, sendo asséptico, rico em micro e macronutrientes, além de possuir textura macia em razão da granulometria das partículas do solo (silte e areia). 


Portanto, o húmus que dá a cor preta é carregado para dentro do rio com as inundações, e o grau de acidez elevado é explicado exatamente por essa grande quantidade de ácidos em seu interior provenientes da decomposição dos vegetais.

Aproximadamente metade da matéria orgânica solúvel das águas do Rio Negro é de substâncias húmicas e a outra metade corresponde a ácidos orgânicos sem cor.

Além disso, em regiões de relevo plano em baixas altitudes, ocorre um fenômeno denominado podzolização, em que as chuvas removem do solo as partículas de argila e o material orgânico, formando os solos arenosos chamados de podzóis. Isso produz uma camada superficial de solo constituído basicamente de grãos de quartzo, que é a areia branca. As regiões do médio e alto Rio Negro possuem clima muito úmido e relevo plano, o que favorece a gênese desses solos e, por consequência, a formação de águas pretas.

Isso acontece da seguinte maneira: a camada de argila que fica abaixo da areia branca funciona como uma espécie de filtro que retém a matéria orgânica que passa com facilidade pela areia. As raízes das plantas alcançam esse solo arenoso que está rico em nutrientes, fazendo com que elas se desenvolvam e, consequentemente, aumentem a quantidade de restos de folhas e ramos no solo. Isso leva a um acúmulo de substâncias orgânicas decompostas e que vão sendo, com o tempo, dissolvidas nas águas do Rio Negro.

As florestas do alto curso do Rio Negro produzem matéria orgânica que é levada dos solos de areia branca, originando a água de cor escura

Além das águas denominadas como pretas que mencionamos, na região amazônica, há também outros dois tipos de águas segundo sua cor e transparência, que são as águas brancas e as águas claras.

As do Rio Solimões são águas brancas, que são assim porque possuem grandes quantidades de sólidos suspensos, principalmente cálcio e magnésio. É uma água muito turva, com aspecto lamacento, com cores variando do amarelo ao ocre, e seu pH varia entre 6,2 e 7,2 porque, ao contrário do Rio Negro, possui pouco material orgânico dissolvido. Às suas margens, estão áreas férteis usadas para agricultura.

Já as águas claras, tais como as dos rios Tapajós e Xingu, são bem transparentes, variam de um tom verde-claro a verde-oliva, e possuem pH entre 4,5 e 7,8. Isso se dá porque o relevo na região é relativamente plano e regular, com menos erosões e, consequentemente, as suas águas possuem menores quantidades significativas de material suspenso.


Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br
 
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