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HISTÓRIA DO AVIÃO QUE CAIU NA BAIA DO GUAJARÁ

A história do maior acidente aéreo de Belém, que matou de uma só vez quase 40 pessoas, e acabou com um mergulho do avião, nas águas do Rio Pará, genericamente chamado de Baia do Guajará. Uma tragédia que marcou o fim da maior empresa aérea do estado.

A Paraense Transportes Aéreos, se por um lado tinha tarifas baixas o que permitia que todos voassem, por outro tinha problemas. A empresa ficou conhecida pela pouca segurança. Entre 1957 e 1958 foram adquiridos 8 C-46, mas até o final de 1965, houve 8 acidentes. Belém Antiga resgata este desconhecido capítulo da memória coletiva
O Vôo 903 da Paraense decolou na noite de 13 de março do Aeroporto Internacional do Recife. Tinha escalas em Fortaleza, Parnaíba e São Luiz.
Chovia as cinco da manhã do dia 14, quando o avião fazia a aproximação a Belém. A visibilidade era baixa. Durante a manobra de aproximação para efetuar o pouso na pista 06 do Aeroporto Internacional de Belém (Val de Cans), o piloto não conseguiu visualizar a pista.
Às 5h30 hs, voando abaixo do teto de segurança por conta da baixa visibilidade e da perda de noção de profundidade, acabou tocando a asa direita nas águas da Baía do Guajará, perdendo o controle e mergulhando na baía pouco tempo depois, cerca de algumas centenas de metros da cabeceira da pista 06.
O acidente matou quase todos os ocupantes, sendo que alguns corpos seriam retirados apenas no dia 30 de março. Entre os mortos estavam os humoristas Luiz Jacinto Silva (conhecido pelo personagem Coronel Ludugero), Irandir Costa e toda a equipe de produção que havia embarcado em São Luiz do Maranhão para desembarcar em Belém onde fariam uma apresentação. Apenas 3 pessoas sobreviveram à queda, sendo que 1 morreria algum tempo depois no hospital.
O Coronel, retratava com bom humor a figura lendária dos coronéis, muitos dos quais pertenciam à Guarda Nacional e gozavam de grande prestígio junto a população. Contador de histórias fantásticas, era casado com dona Filomena. Bom aboiador, bom cantador de viola e poeta.
Mantinha um secretário (Otrope) que o orientava nos negócios e nas questões políticas. Ludugero se sentia feliz em contar histórias, dando expansão ao seu gênio brincalhão, quando não estava em crises de impaciência e nervosismo.
Após este acidente, a empresa ficou com apenas um Hirondelle, enquanto que outros três estavam em terra por falta de peças e uma aeronave se encontrava em revisão nos Estados Unidos. Por conta da falta de meios para cumprir sua concessão, além da precariedade de suas operações, a empresa teve sua licença de voo caçada pelo Ministério da Aeronáutica, encerrando suas atividades logo em seguida.
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Fonte: http://dinizbotelho.blogspot.com.br/…/pta-paraense-transpor…
Colaboração: José Maria Castro Abreu Junior
Imagens: Jornal O Liberal, 16.3.1970
 
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