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Casa das Onze Janelas: Da antiguidade à contemporaneidade

A Casa das Onze Janelas, Palacete das Onze Janelas ou Museu de Arte Casa das Onze Janelas é o museu de arte moderna e contemporânea mais importante de Belém do Pará. O ponto turístico foi construído na metade do século XVII, sendo a residência do senhor de engenho Domingos Da Costa Becelar. O objetivo da construção da casa era servir de ponte entre o interior, onde morava, e Belém, utilizando especialmente nos fins de semana. Em 1768, o governo do Grão-Pará comprou a casa, que passou por mudanças feitas pelo arquiteto italiano Antônio José Landi, para abrigar o Hospital Militar, recebendo o nome de Hospital Real após as adaptações do projeto por Landi. A proposta do arquiteto foi de uma varanda com vista para o rio Guajará.

O estilo neoclássico adotado proporcionava dois pavimentos com onze aberturas simétricas em sua fachada principal, que no decorrer da reforma de Landi, frontões ladeados de obeliscos foram inseridos. Não há uma garantia precisa sobre as mudanças realizadas ao longo dos anos, mas há a suposição de que Landi alterou o formado original da casa, que era retangular, para um formato em "L", adicionando um corpo lateral. Antônio Landi também foi responsável por amplas propostas de projetos na Amazônia durante o período colonial. Atualmente, o circuito Landi foi elaborado em sua homenagem. Seu objetivo é divulgar a arquitetura da época de ouro belenense, divulgando autenticidade à cidade, evidenciando seus patrimônios históricos. O hospital funcionou até 1870, depois a casa passou a ter diversas funções militares, acolhendo o Corpo da Guarda e a Subsistência do Exército até o final do século XX. No decorrer da renovação do centro histórico de Belém, com o projeto Feliz Lusitânia, a Casa das Onze Janelas, em 2002, virou um museu de arte moderna e contemporânea. Após o Governo do Estado do Pará assinar um acordo com o Exército Brasileiro, os terrenos da Casa das Onze Janelas e do Forte do Presépio foram cedidos em benefício ao turismo da cidade, valorizando a cultura regional. Atualmente, o edifício é utilizado como museu para exibição de artigos que fizeram a história do lugar, esculturas e exibições temporárias. Outros museus foram fundados junto com o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, voltado para exposições de obras de arte. Em volta da área, podemos ver elementos culturais, como o Jardim das Esculturas e o Navio Corveta, que trazem singularidade à Casa das Onze Janelas. 
No térreo encontramos uma mini-biblioteca; no primeiro andar, vemos a câmara Ruy Moreira, que apresenta obras de famosos artistas modernistas brasileiros, como Clóvis Graciano, Manoel Pastana e Lasar Segall; no segundo andar, vemos duas salas de exibição de fotografias. Ao lado do museu, encontramos um restaurante com um estilo referente ao período medieval, que ocupa cinco janelas da construção toda. A instalação possui um salão principal de taipa e com um tocheiro nas paredes enriquecidas com imagens do período colonial paraense e resquícios arqueológicos encontrados durante a revitalização da área. Também encontramos um bar feito com a madeira de demolição e trilhos da linha de bonde que circulava pela praça principal no período da Belle Époque. Por último, podemos ver uma varanda, que permite a vista para a Baía do Guajará. A casa possui um terraço, onde podemos contemplar os painéis de Júlio Pomar, artista plástico português.

A Casa das Onze Janelas é o primeiro museu de arte contemporânea da região norte, responsável por exaltar o passado do Pará, explorando cada vez mais as competências da região, transformando o encantamento do local em um dos cartões postais mais belos da capital paraense. O horário para visitação é de terça à sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados e domingos, das 10h às 14h. Quer saber mais sobre

a história da nossa cidade? Junte-se ao Portal Paramazônia e fique por dentro dos fatos que transformam a Cidade das Mangueiras em uma obra a céu aberto.

Fontes Bibliográficas: http://percorrendobelem.blogspot.com.br/2014/01/visita-casa-das-onze-janelas-periodo.html https://pt.wikipedia.org/wiki/Palacete_das_Onze_Janelas

MONUMENTO AO ÍNDIO A ODISSEIA DO GUERREIRO DE BRONZE




Ao percorremos as ruas de Belém nos deparamos com um cenário, requintado, rebuscado e por vezes exótico. São construções poéticas que se inspiram na estética francesa do período de século XVIII e que foram tecidos no período intitulado belle époque. Período que brilhou em decorrência da produção da borracha na Amazônia e do investimento no trato com a cidade, sobretudo no governo de Paes de Carvalho. Junto à arquitetura há várias praças, como a Praça da República, Batista Campos, da Bandeira, do Relógio, dentre outras. Praças que guardam outra riqueza cultural: os Monumentos Públicos. Cada um deles materializa e fixa no silêncio de suas performances a memória de um fato histórico. E basta olhá-los para penetrarmos em tempos passados, quando o vento, ao soprar nossos rostos, o faz ainda mais forte, em suas superfícies brônzeas, na tentativa de, ao escavar o limo acumulado, trazer de volta o tempo, o preciso momento em que brilhavam, polidas, na festa de sua inauguração, nos olhos da multidão.
Na praça popularmente conhecida como Praça Brasil, cujo nome atual é Praça Santos Dumont, nos deparamos com um desses monumentos. Sobre um pedestal de granito de aproximadamente quatro metros de altura, está a estatua de um índio guarani em bronze, tamanho natural, que constitui o “Monumento ao Índio”.
O Monumento foi inaugurado em 1º de maio de 1933, na época do governo do Interventor Federal Major Magalhães Barata. No entanto, a sua odisséia não começou nessa data.

Em 1905, a estátua foi encomendada, na Alemanha, por Francisco Monteiro, um dos herdeiros de uma das maiores loja de ferragens da época: “Loja Guarani”. Esta, situava-se na Rua 15 de novembro, bairro Campina. Sua criação foi pensada como homenagem ao estabelecimento que foi assim intitulado em tributo ao escritor José de Alencar e ao Maestro Carlos Gomes, por terem criado as obras (um livro e uma ópera) intituladas “O Guarani”. O índio de bronze cruzou o Oceano Atlântico, aportou as docas paraenses no final do ano de 1906, “sendo fixada na parte central externa, sobre cantoneiras de ferro” da Loja Guarani. E lá a estatua permaneceu até a data em foi colocada na Praça Brasil.
No pedestal, a figura imponente de um índio com um olhar, como que desafiasse o horizonte. De pé, corpo esguio, a perna direita pende-lhe para frente, na altura do joelho, como se seu andar tivesse sido congelado por um encanto. A perna esquerda permanece firme e ereta.
Na mão esquerda segura supostamente uma lança, como que pronto para enfrentar qualquer obstáculo ou ameaça.Na direita segura um objeto não identificado.
Na cabeça um cocar com formas de penas intercalando umas maiores e outras menores. No pescoço há um colar, aparentemente na forma de dentes de animais.

Cingi-lhe a cintura uma espécie de tanga de penas, possuindo nos braços... e pernas adereços também do mesmo material, semelhante a braceletes.
Seu pedestal feito de granito, cuja arquitetura é de pedras em forma aproximada de cubos sobrepostos, de quase três metros de altura, aproximadamente, assemelha-se a uma pequena torre. Nele há quatro objetos cravados frontalmente. De cima para baixo são os seguintes: um suposto símbolo que já não existe no lugar; duas placas, sendo uma de mármore e outra de material semelhante ao aço; e um disco de ferro. Neles estão escritos os seguintes dizeres:
Placa de inauguração em que se lê: inauguração em 1º de maio de 1933 - Interventor Federal Major Magalhães Barata. Prefeito Municipal Abelardo Conduru.
Placa Fontal em que se lê: Praça Santos Dumont. O Primeiro Comando Aéreo Regional (I Comar) e o jornalista paraense Thiago Luiz Barata Filho, sócio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), dedicam esta placa sob o Título “Praça Santos Dumont, Em Homenagem ao Marechal-do-ar Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira, por ter realizado no dia 23/10/1906, em Paris (França), o Primeiro Vôo com aparelho mais pesado que o ar, Denominado 14-Bis”. Inaugurada Em 23 de Outubro de 1998.
A 25 de outubro de 1986 apresentou-se nesta praça a orquestra sinfônica de Campinas-SP, sob a regência do maestro Benito Joarez que apresentando trechos da ópera “O Guarani”, no encerramento do programa do sesquicentenário de nascimento do autor, maestro Carlos Gomes. Prefeito de Belém: Coutinho Jorge. Governador do Estado: Jader Barbalho.
Na lateral direita do monumento observa-se a presença de um brasão de armas do Estado do Pará.
Na Lateral esquerda vê-se: o Brasão de Armas de Belém e uma placa Circular em que se lê: Reconstrução da Praça Santos Dumont. Prefeito Municipal: Hélio Mota Gueiros. Vice-Prefeito: Aldebaro Barreto Klautau. Presidente da Funverde: Therezinha Moraes Gueiros. Projeto Arquitetônico e Paisagístico: Aurélio Meira – Vera B. Bastos. Construtora Arquipla Ltda.
Na parte posterior: observa-se dano ao pedestal e a ausência de um possível símbolo.


Referência
ÁLBUM BELÉM DA SAUDADE. A memória de bem do inicio do século em cartões-postais. 2.ed.rev.aum. Belém. Secult, 1998.
AMARAL, Fernando Medina do. “O Guarani”. Jornal O Liberal, 7 de maio de 1978, 2º caderno, p.23.
ANDRADE, Paulo de Tarso. Belém e suas histórias de Veneza Paraense a Belle Époque. Belém: Paulo de Tarso, 2003. 185 p.
CRUZ, Ernesto, Historia do Pará. Coleção Amazônica. Série José Veríssimo. Volume 2. UFPA. Belém,1963.
MIRANDA, Vitoriano Coutinho Chermont de. A memória paraense no cartão-postal (199-1930).
REGO, Orlando L. M. de Moraes. Calendário histórico de Belém 1916-1946. Belém, 1979.
UCHOA, Paulo (organizador). Introdução à história do comércio de materiais de construção. Belém, SINDMACO, 2002.

LOJA PARIS N'AMERICA

Quando pensou na Paris N’América, o empresário português Francisco de Castro não impôs restrições ao sonho. Ele trouxe da Europa todos os projetos, assim como o material de construção, e contratou mestre de obras e engenheiros portugueses que participaram da construção do Mercado de Peixe do Ver-o-Peso.

O objetivo não era apenas instalar um comércio na capital paraense, mas criar um espaço de encontro para a elite local, inspirado no prédio das Galeries Lafayette (uma loja de departamentos em Paris)”, conta a arquiteta Rosana Aguiar. Inaugurado em 1909, o edifício é tombado pela legislação municipal e inscrito na categoria de Preservação Integral.

O prédio foi construído para uso misto, comércio e residência, no centro comercial de Belém, Trav. Santo Antônio, em quatro pavimentos, ocupando todos os limites do lote”, explica. Rosana lembra ainda que apesar da inspiração totalmente francesa, o prédio conta ainda com janelas com vidros em cristal belga, gravados com o monograma FC (Francisco de Castro), e o piso decorado em lajota hidráulica alemã, como se fosse um tapete revestindo toda a área da loja.


Sem abandonar o ramo da confecção, já que no início vendia roupas masculinas, femininas e artigos para presente, o espaço abriga hoje uma tradicional loja de tecidos.

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PALACETE PINHO

Mais do que um belo prédio, ele é um registro da época mais abastada da história da nossa cidade. O Palacete Pinho, na Cidade Velha, bairro onde possui vários outros prédios históricos foi construído em 1897, auge da Belle Époque. Este período de bonança alavancado pela economia do látex na Amazônia é representado na arquitetura do casarão.

Ao contrário da maioria das casas do bairro, que seguiam o desenho colonial português de fachadas rentes à rua, o palacete vem da influência dos palácios e vilas italianas do século 16. Ele inova ao adotar áreas abertas e jardins. Os azulejos seguem a linha eclética e as escadarias empregam calçamento de lioz, pedra importada de Portugal, que também adorna as colunas do Theatro da Paz.

Projetada pelo engenheiro Camilo de Amorim, a casa pertenceu ao flamboyant comendador Antônio José de Pinho, um abastado comerciante de borracha. “O local refletia os exageros da burguesia da época: era formado por um salão de jogos, de música, uma biblioteca e uma capela. A casa era conhecida pela vida social agitada, com saraus de poesia e apresentações de orquestra, concertos de cravo e de piano”, descreve a arquiteta e urbanista Elna Trindade, professora do curso de Arquitetura da Universidade Federal do Pará (UFPA), mestra em patrimônio histórico.
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Imagem que ilustra o postal de hoje da série “Casarões Históricos”, a homenagem do DIÁRIO vem celebrar o atual resgate do prédio após anos de abandono. Na década de 1970, o prédio foi vendido pela família. Foi transformado em depósito de mercadorias por um supermercado, para depois ser tomado por moradores de ruas.

O Palacete Pinho foi tombado em 1986 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Apenas em 2003, a Prefeitura Municipal de Belém iniciou as obras de restauração, concluindo-as sete anos depois. (DOL)

Palacete Faciola

O Palacete Faciola, em Belém, Pará, que abrigará a futura sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Localizado na Avenida Nazaré, esquina com Doutor Moraes,  é referência histórica da cidade de Belém.
No local, Rua Alm. Barroso, Bairro Marco em Belém, residiu o arquiteto, pianista, banqueiro e político Antonio Almeida Faciola, patriarca de uma tradicional família de comerciantes de Belém.
Na época da borracha, conhecida como “Belle-Époque”, Belém era considerada uma das mais importantes cidades do Brasil. A economia da borracha cresceu, o que originou uma maior urbanização, com a construção de avenidas, belas edificações e palacetes residenciais de luxo no centro da cidade.
Construído em 1901, o Palacete Faciola é o resultado de um período de mudanças sociais e urbanas, marcado pela modernização da cidade inspirada pela chamada Sociedade da Borracha.
Em seu interior, o Palacete possui tetos com pinturas em profusões de flores e guirlandas, como se fossem desenhados à mão. O estilo arquitetônico neoclássico do local é herança do artista Antonio José Landi.

MUSEU DE ARTE SACRA

O Museu de Arte Sacra é composto pela Igreja de Santo Alexandre e pelo antigo palácio episcopal (originalmente Colégio de Santo Alexandre) na Cidade Velha ao lado do Feliz Luzitânea ou Forte do Castelo.

Os dois edifícios foram construídos para compor um conjunto, no qual a igreja era o centro irradiador, como foi exemplar da arquitetura jesuítica no Brasil.

A igreja teve o início da sua construção por volta de 1698 e inauguração a 21 de março de 1719 e é composta por nave única, transepto e oito capelas laterais.

A sacristia localiza-se no braço esquerdo da nave.

A decoração é caracterizada pela arte barroca, com forte acento tropical, destacando-se as peças produzidas pelos jesuítas e pelos índios.

Além da função litúrgica, a igreja também funciona como espaço cênico-musical para espetáculos teatrais e recitais, além de ser objeto museal, fazendo parte do roteiro de visitação do museu.
O acervo do Museu de Arte Sacra do Pará compõe-se por imaginárias datadas dos séculos 18 e 19 e objetos litúrgicos, somando cerca de 320 peças expostas no primeiro pavimento do palácio episcopal e no corpo da igreja.
boeingonline.com.br

MEMORIAL DA CABANAGEM EM BELÉM

Convite para a inauguração do monumento, publicada no jornal Diário do Pará, em 6 de janeiro de 1985.

O Memorial da Cabanagem foi inaugurado em 7 de janeiro de 1985, marcando as comemorações dos 150 anos do movimento que ocorreu na então província do Grão-Pará, durante a época imperial no Brasil. O monumento, projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer e executado pela Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas, tendo a frente o engenheiro Manoel Acácio, foi constituído em estrutura de concreto armado, em um período de quatro meses. Orçada inicialmente em Cr$800 milhões, a obra teve um custo final de custou Cr$950 milhões, aumento atribuído à mudança no projeto original para a inclusão de um lago. Atualmente interditado devido às obras de reestruturação do Sistema Viário do Entroncamento, em Belém, o memorial abrigou durante anos os restos mortais de líderes do movimento Cabano, como o cônego Batista Campos, localizados na Igreja de São Francisco Xavier, em Barcarena Velha, e de Eduardo Angelim, encontrados nas ruínas da capela da fazenda Madre Deus, no furo do Carnapijó em Barcarena.
revperiodoregencial-1205-cp2.blogspot.com

Para Oscar Niemeyer “o monumento representa a luta heroica da Cabanagem, aniquilada pelas forças de reação, mas ainda de pé na memória de nosso povo”. O arquiteto detalhou ainda que “a bela lâmina de concreto representa a Cabanagem, acompanhando o caminho da História para o infinito; a grande fissura existente significa o momento de ruptura dessa mesma História, quando a Revolução foi esmagada, porém, como continua viva na memória do povo do Pará, também continua seguindo o caminho da História para o infinito”.
O Memorial da Cabanagem é um conjunto arquitetônico composto de um monumento e um museu-cripta, criado para abrigar os restos mortais dos cinco maiores líderes cabanos, sendo que três deles com cinzas simbólicas. Por permitir a passagem de luz que iluminava as cinco criptas, no espaço há um vitral, projetado pela artista plástica Marianne Perreti, acrescida de uma grande lágrima de cristal, que simboliza a dor do paraense pela morte de seus líderes. No interior do monumento ainda havia um amplo painel com uma montagem de algumas notícias jornalísticas abordando a construção do Memorial e a Cabanagem. Havia também uma maquete de Belém na época do movimento, que ocorreu de 1835 a 1840.

PRAÇA DO RELÓGIO - O TEMPO PASSA


Praça do Relógio

Para lembrar que o tempo passa
“Relógio - Um relógio monumental, um verdadeiro regulador do movimento e da vida urbana vae ser montado na praça Pedro II (largo de Palacio), ou mais precisamente, no quadrilátero limitado pela avenida 16 de Novembro, ruas Predro Rayol, Marquez de Ponbal e docca do Ver-o-Peso...”
Fragmento extraído do relatório apresentado ao Conselho Municipal de Belém, em sessão de 20 de maio de 1930, pelo intendente de Belém, Senador Antonio de Almeida Faciola.

A Praça Siqueira Campos, no centro comercial de Belém, foi inaugurada em 5 de outubro de 1931, para homenagear um dos dezoito revolucionários paraenses heróis do Forte de Copacabana. Na memória cultural histórica da cidade das mangueiras, o monumento que ornamenta a praça, atualmente conhecida como Praça do Relógio, foi encomendado pelo Intendente de Belém, Antonio Faciola, no início de 1930, durante o governo de Eurico de Freitas Valle, conforme mensagem apresentada ao Congresso Legislativo do Pará.
O local escolhido para a construção da praça era um terreno baldio conhecido como Praça dos Aliados, após demolição do prédio onde deveria funcionar a Bolsa de Valores, no período áureo da borracha (anos 10 do sec. XX). Anterior a tudo isso, no lugar existia a embocadura do igarapé do Piri. Hoje o endereço é conhecido por todos como um quadrilátero que compreende a Travessa Marques de Pombal, Rua Pe. Champagnat, Av 16 de Novembro e a doca do Ver-o-peso. O monumento que deveria decorar a praça seria de um relógio a ser instalado no alto de uma elegante torre de ferro, de doze metros de altura, com decoração que indicasse os pontos cardeais e quatro medalhões simbolizando as quatro estações do ano escritas em italiano, mostrador com iluminação noturna e sirene elétrica que deveria tocar às 8h, 12h e 18h.
Apesar de constar nos documentos oficiais (a requisição do relógio à empresa inglesa Walters Macfarlaine & Companhia), hoje, podemos verificar na torre que sustenta a peça uma placa indicando fabricação feita pela empresa, J. W. Benson Ltda. Encontramos registros não oficiais que afirmam também que o relógio foi fabricado pela empresa J. W. Benson Ltda e trazido ao Brasil pela Walters Macfarlaine & Companhia.


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Nenhum documento oficial foi encontrado para esclarecer a divergência. Compondo o belo visual da praça, acompanham quatro postes ferro com belas luminárias, porém mais antigos. Foram fabricados pela Macfarlaine em 1893. Durante a revolução de 1930, Eurico Valle e Antonio Faciola foram depostos, não podendo inaugurar a obra. No entanto, o evento aconteceu, grandioso, proporcionando à Belém o charme europeu. Na ocasião fizeram-se presentes o major Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, Governador do Pará, e o Padre Leandro Pinheiro, intendente de Belém. A Praça Siqueira Campos, ou Praça do Relógio, já recebeu várias restaurações no decorrer dos anos, na restauração feita em 1988 o relógio voltou a funcionar regularmente; em 1994 a praça recebeu outra revitalização, desta vez exibindo novas cores no relógio e nos postes, como resultado do projeto de “Valorização Cromática dos Elementos em Ferro” das praças de Belém, realizado pela Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). Mesmo não se ouvindo mais o toque da sirene e nem vendo seus ponteiros luminosos à noite, o relógio inglês continua a orientar os belenenses que percorrem todos os dias aquelas ruas no ritmo acelerado do trabalho. A belíssima praça integra o centro histórico de Belém e foi tombada pela lei federal de 09/11/1977 e por lei municipal de 30.03.1990. Compreende uma área total de 2.727,45m², 1.246,78m² de área pavimentada e 1.480,67m² de área verde, no Bairro da Cidade Velha, segundo dados da Secretaria Municipal de Coordenação Geral de Planejamento e Gestão – SEGEP, de 2000.

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Informações sobre o Relógio em resumo:
Solicitação: O monumento foi encomendado pelo intendente de Belém, senador Antonio de Almeida Faciola, no início de 1930, para homenagear um dos dezoito revolucionários paraenses heróis do Forte de Copacabana.
Inicio: A encomenda é do início de 1930, sem data específica.
Entrega da obra: A inauguração da praça é de 5 de outubro de 1931.
Significado: A obra é um relógio no cento de um quadrilátero, feito em homenagem a Antonio de Silveira Campos, tenente paraense morto na Revolução.
Material utilizado: Ferro.
Dimensões: 12 metros de altura.
Localização da obra: em um quadrilátero próximo ao Ver-o-Peso, que compreende a Travessa Marques de Pombal, Rua Pe. Champagnat, Av 16 de Novembro e a feira do Ver-o-peso. Antes da praça, nesse local foi construído o prédio em que funcionaria a bolsa de valores (anos 10), porém foi demolido e posteriormente o local passou a chamar-se Praça dos Aliados.
Nome do Artista: De acordo com os registros nos documentos pesquisados o relógio da praça foi uma encomenda feita à empresa inglesa Walters MacFarlaine, mas o nome da empresa J.W. Benson também aparece como fabricante na própria torre do relógio.Entendemos que as duas empresas trabalharam na construção da obra, uma sendo responsável pelo relógio e outra pela torre de ferro que sustenta o relógio.

Referência
ANDRADE, Paulo de Tarso. Belém e suas histórias – de Veneza paraense à Belle-Époque. 2ª edição,ed. Kanga.
CRUZ, Ernesto. Rua de Belém: significado histórico e suas denominações. 2ª ed.-Belém, CEJUP,1992
SOARES, Elizabeth Melo (org). Lagos, coretos e praças de Belém-PA. Brasilia,DF: IPHAN/ Programa Monumenta, 2009.
SEGEP – Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão, FUNPAPA – Fundação Papa João XXIII (Org.). Coleção Mapas de Belém – Formas de apropriação e uso do território. Vol.1, p. 152 Belém, 2000.
PUBLICAÇÃO EM JORNAIS
NUNES, Edna. Charme europeu na orla de Belém. Diário do Pará, Belém, 27 fev. 2005. Cidades, p. A-5. PRAÇA do Relógio fica mais alegre. O Liberal, Belém, 8 out. 1994.
ROCQUE, Carlos. Memória – A Praça do Relógio. A Província de Belém, Belém, 25/01/1998. Cultura, página 06.
VALENTE, José. Siqueira Campos, em memória dos 18 do Forte de Copacabana. O Liberal, Belém, 26 fev. 1993. Toda rua tem sua história.
Mensagem apresentada ao congresso legislativo do pará, em sessão solene de abertura da 1ª reunião de sua 14ª legislatura, a 7 de setembro de 1930, pelo governador do estado, Eurico de Freitas Valle.

PALÁCIO LAURO SODRÉ

A história do Palácio tem início com um audacioso plano do Marquês de Pombal, um dos grandes ministros do rei D. José I. A idéia era transferir a corte portuguesa para Belém, mas para isso seriam necessárias obras de infra-estruturar na cidade. Durante a Era Pombalina, a residência dos governadores estava em ruínas e os administradores moravam e despachavam em casas alugadas, por isso era fundamental a construção de uma moradia adequada para o rei no atual Centro Comercial de Belém.
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A construção começou em 1768, três anos depois, em 21 de novembro de 1771 estava concluída. O projeto arquitetônico - as flores desenhadas nas vidraças do prédio, as imponentes escadas e o piso em mosaico talhado a mármore, é do celebrado arquiteto italiano Antônio Landi .

Embora não tenha servido ao rei, que morreu em 1777, o Palácio serviu de morada aos governadores do Estado por mais de 220 anos, até ser transformado em sede do Museu do Estado do Pará, em 1994. Construído para uma majestade, o palácio hoje fica aberto ao público como um dos mais significativos espaços de preservação de identidade histórica e cultural paraense 

CASA DAS ONZE JANELAS

A Casa das Onze Janelas ou Palacete das Onze Janelas é um edifício histórico da cidade brasileira Belém do Pará. Trata-se de um ponto turístico da cidade de Belém, contruída no século XVIII, por um rico senhor do engenho chamado Domingos da Costa Barcelar, afim de ser sua mansão.

Em 1768, tornou-se um hospital militar graças ao governo do Grão-Pará (Atual Belém). A partir de 1870, a casa teve funções militares, até 2001, quando foi comprado pelo governo de Almir Gabriel para servir como ponto turístico. Hoje a casa é um dos maiores pontos turísticos do estado do Pará.

A área externa da casa, intitulada Feliz Lusitânia serve como jardim, para comercialização de objetos históricos, praça, palco para apresentações culturais e shows.

O restaurante de aproximadamente 350 lugares é composto de três ambientes e mais um terraço ao ar livre com uma vista sem concorrência da Baía do Guajará, muito disputado na hora do happy hour.

No salão principal e no bar, as paredes, de taipa de pilão (formigão) conferem ao ambiente um aspecto medieval, que se complementa com os tocheiros nas paredes entre as janelas com cortina de voil.

A decoração é composta por pinturas e gravuras que retratam momentos da história do Estado do Pará colonial.
É possível observar ainda, uma vitrine com vestígios arqueológicos encontrados durante a obra de revitalização da casa, como pedaços de jarros e garrafas de vidro, faianças, moedas e balas de canhão.
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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_de_S%C3%A3o_Br%C3%A1s
http://www.souparaense.com/2010/10/palacete-bolonha-reliquia-de-arquiteto.html
http://xumucuis.wordpress.com/2010/07/08/casaroes-de-belem-palacete-faciola/
http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-149822-LAURO+SODRE++MERGULHO+NA+HISTORIA+POLITICA.html
http://www.secult.pa.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=46:museu-de-arte-sacra&catid=34:museus&Itemid=28
http://fragmentosdebelem.tumblr.com/post/48609329488
http://www.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_hist.gif&Cod=1482

FORTE DO PRESÉPIO

O Forte do Presépio está na origem da fundação de Belém e da colonização da Amazônia, no século XVII. O Museu do Forte do Presépio presentifica essa história, reatando o elo do paraense com sua origem e identidade. Através do circuito expositivo é possível fazer o acompanhamento dos processos culturais, sociais e militares nos quais o forte e sua área de entorno estão imersos.

O circuito externo é denominado "Sítio Histórico da Fundação da Cidade", onde estão expostos os vestígios arquitetônicos desvelados em prospecções, os canhões e metralhadoras de diversos períodos da fortaleza.

O circuito interno corresponde ao Museu do Encontro na sala Guaimiaba, homenagem ao índio tupinambá Cabelo-de-velha. A exposição reúne objetos em cerâmica tapajônica e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas, moedas, etc.

Em toda a área do museu há portais, onde estão afixadas informações sobre a história da colonização da Amazônia. Os textos e mapas são uma licença poética ao escritor italiano Ítalo Calvino, autor de "As Cidades Invisíveis".
Na concepção museográfica, Belém é uma cidade que se evidencia através da memória e se torna visível na história presente. O prédio e ponto turístico está localizado a beira do Rio Guajará, na Cidade Velha, anexo a Casa das 11 Janelas.
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BASÍLICA NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

A Basílica de Nossa Senhora de Nazaré foi erguida em 1852 onde hoje é o centro de Belém, no bairro de Nazaré em homenagem, no mesmo lugar em que foi achada a imagem da Santa pelo Caboclo Plácido na cidade de Belém do Pará, às margens do Igarapé Murucutu, que atualmente não existe mais. Durante o Círio de Nazaré a imagem da Santa sai da Catedral Metropolitana de Belém (Sé) e segue em procissão até a Basílica.

O atual templo, de suntuosos caráter neoclássico e eclético, começou a ser construído em 1909, com a colocação de sua pedra fundamental em 24 de Outubro daquele ano pelo então arcebispo de Belém Dom Santino Maria Coutinho. Na ocasião, o poeta maranhense Euclides Faria apresentou ao público o hino “Vós sois o lírio mimoso”, que se tornou o hino oficial em louvor à Virgem de Nazaré, por lei considerada como “Rainha da Amazônia”, e que os carrilhões da Basílica tocam todos os dias, ainda hoje, às 6h, 12h e 18h.

A Basílica de Nazaré é a única basílica da Amazônia Brasileira. Sua história, seu simbolismo e sua importância religiosa exercem uma profunda influência no imaginário religioso paraense. Elevada no dia 31 de maio de 2006 à categoria de Santuário Mariano Arquidiocesano, passou a denominar-se Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.

A Basílica Nossa Senhora de Nazaré é uma das igrejas mais belas de Belém, apresenta o estilo neoclássico e abriga uma grande quantidade de mármore. Hoje, quem vem no segundo domingo de Outubro para o Círio de Nazaré vê milhares de fiéis da Igreja Católica romana, rezando para Maria, a mãe da Igreja. A procissão que começa na Catedral de Belém e acaba na Basílica.

Já que a maioria população de Belém é católica, a procissão é uma das maiores do mundo. Quem vem a Belém e é católico não pode deixar de visitar essa igreja. Hoje a Basílica é um dos principais patrimônios históricos de Belém.
Em sua fachada, apresenta duas inscrições em latim. A inscrição superior Deiparae Virgini a Nazareth significa "Virgem de Nazaré Mãe de Deus", e a inscrição inferior Salve Regina Mater Misericordiae significa "Salve Rainha Mãe Misericordiosa".
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MERCADO DO VER-O-PESO

O Mercado de Ferro do Ver-o-Peso é um dos pontos turísticos mais importantes da cidade de Belém. Situado na confluência dos rios Guamá e Pará, na região conhecida como Baía de Guajará, Bairro Comércio, é uma das construções de maior destaque do complexo do Ver-o-Peso, com sua estrutura toda em ferro oriunda da Inglaterra. Inaugurado em 1901 pelo então intendente Antônio Lemos, é considerado cartão-postal da cidade. Em seu interior há 67 boxes onde são comercializados peixes e camarões frescos; a área externa é composta por lanchonete, uma barbearia, bares, pontos comerciais de produtos religiosos, de material para pesca, esportivo e descartáveis, e é onde se realiza também a venda de caranguejos vivos.A história do Mercado de Peixe se confunde com a do Ver-o-Peso em geral, pois naquele local, às margens da baía, desde o início do século XVII foi instalada uma das chamadas Casas do Ver-o-Peso, projetadas no Brasil em 1614, no Rio de Janeiro, para aferição do peso exato de qualquer mercadoria e cobrança dos respectivos impostos. Desde então a comercialização das mais diferentes mercadorias provenientes dos recursos naturais da região foi sendo feita nos arredores. No final do século XIX foi realizada a construção do Mercado de Ferro, cuja estrutura metálica, com suas torres, colunas e escadas em ferro e zinco, foi toda forjada em Londres e Nova York, transportada e montada no local. Inicialmente o mercado abrigou a feira com a comercialização de frutas, verduras e demais produtos e somente depois passou a funcionar exclusivamente como Mercado de Peixe.
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CASARIO DA CIDADE VELHA

Bairro Central da Capital no completo do Forte do Castelo, centro histórico. Foi a partir dele que surgiu a cidade.
Nele se encontram casas, sobrados geminados e solares com fachadas de azulejos portugueses, ruas estreitas, como a Rua Siqueira Mendes, primeira da Cidade, a Ladeira do Castelo, que possui um conjunto de casarões coloniais.
Monumentos da época da colonização, como o Forte do Castelo, a Catedral da Sé e a Igreja de Santo Alexandre, hoje o Museu de Arte Sacra de Belém.
Nela também está o Prédio do Arsenal da Marinha, com construção original de 1761.
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MUSEU EMILIO GOELDI

É uma instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil.

Está localizado no centro da cidade de Belém (9 de janeiro c/ Magalhães Barata - Nazaré), Estado do Pará, região amazônica. Desde sua fundação, em 1866.

Suas atividades concentram-se no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região.

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi está situado no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares.
Foi fundado em 1895, sendo o mais antigo do Brasil no seu gênero. Além de abrigar uma significativa mostra da fauna e flora amazônicas, o Parque concentra as atividades educativas do Museu Goeldi, tal como um laboratório para aulas práticas. Recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes.No Parque Zoobotânico estão instalados a Diretoria do Museu Goeldi, as Coordenações de Pesquisa e Pós-graduação, Comunicação e Extensão, Administração, Museologia, Assessoria de Comunicação Social e Editora.
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PARQUE DA RESIDÊNCIA

Traços da Belle Époque e da era áurea da borracha também residem nas entrelinhas da capital paraense, mesmo no centro da cidade, belas praças e suntuosas mansões quebram o clima urbano da Belém moderna.

O Parque da Residência, antiga morada oficial para os Governadores do Estado, atualmente é um espaço multifacetado, formado pela Estação Gasômetro, (teatro onde ocorrem desde espetáculos e musicais até amostras e desfiles de moda e artesanato regional); pelo Restô do Parque, restaurante que oferece culinária de primeira qualidade e música ambiente aos seus clientes; e por um extenso jardim aberto, onde se destacam a mansão do Governador e o belo vagão de trem utilizado para venda de sorvetes regionais. 
A pavimentação de pedras portuguesas por todo o parque, as luminárias de ferro, as estátuas de belas mulheres cobertas de tecido delicado, o palacete do início do século XX, o Coreto, o orquidário. Tudo isso, ao som de araras, periquitos e outros pássaros da região, tornam o Parque da Residência um pedaço de outra Belém. Um retalho do sonho urbanístico do início do século passado em pleno centro da cidade.
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MERCADO DE SÃO BRÁS

O Mercado de São Brás é uma construção histórica localizada na cidade de Belém no Bairro São Brás, inicio da principal via de acesso a capital,  no estado brasileiro do Pará.

Situado distante do centro histórico da cidade, foi erguido durante época áurea do ciclo da borracha amazônica, a sua construção foi iniciada no dia 1 de Maio de 1910 e foi concluído em 21 de Maio de 1911.

O Mercado foi construído em função da grande movimentação comercial gerada pela ferrovia Belém/Bragança. Como o ponto final do trem era em São Brás, com muitas pessoas embarcando e desembarcando ali, a área se tornou atrativa para a comercialização de produtos.

O mercado foi projetado também para ampliar o abastecimento da cidade, que até então ficava concentrado apenas no mercado do Ver-o-Peso.
Criado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro, o mercado possui sua estrutura construída em ferro e mescla elementos do art nouveau e neoclássico, com detalhes escultóricos também em ferro e azulejos decorativos.
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SOLAR BARÃO DE GUAJARÁ

Considerado um dos mais antigos e belos solares da cidade, não se tem informação sobre a sua construção, que é um marco da decadência do patriarcado rural.

Em 1837, sua proprietária era Ângela de Cácia Fragoso, que o recebeu de herança de sua mãe.

Em 1939, o Solar passa para dona Inês Micaela de Lacerda Chermont, que mais tarde o transfere para seu irmão, o primeiro Barão e Visconde de Arari, que o remodelou, colocando gradis de ferro com seu monograma nas sacadas das janelas. Tendo recebido o Solar de herança, sua sobrinha se casa com Domingos Rayol, o Barão de Guajará.

A construção tem inspiração portuguesa, estrategicamente construída no centro comercial de Belém, Praça D. Pedro II, Bairro Campina, com três pavimentos, sendo o último em forma de camarinha.
O pátio interno demonstra a influência moura na arquitetura ibérica, transferida para a Amazônia. A fachada é revestida de azulejos, com desenhos em formas geométricas nas cores brancas e azuis, provavelmente vindos de Portugal.

O interior é requintado, com piso e forro de madeira, a escada para o segundo pavimento tem guarda-corpo com balaustrada e assoalho formando desenhos geométricos.

Em 1970, foi reinaugurado após sofrer obras de restauração, passando ali a funcionar o Instituto Histórico e Geográfico do Pará, conservando as mesmas características da época de sua construção.
Encontra-se no seu interior a biblioteca do "Barão de Guajará", com estantes de jacarandá artisticamente trabalhadas.
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TEATRO DA PAZ

O Teatro da Paz foi fundado em 15 de fevereiro de 1878, durante o período áureo do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região amazônica. Belém foi considerada “A Capital da Borracha”. Mas, apesar desse progresso a cidade ainda não possuía um teatro de grande porte, capaz de receber espetáculos do gênero lírico. Buscando satisfazer o anseio da sociedade da época, o governo da província contrata o engenheiro militar José Tiburcio de Magalhães que dá inicio ao projeto arquitetônico inspirado no Teatro Scalla de Milão (Itália).

Foi a primeira casa de espetáculos construída na Amazônia, Centro de Belém, Bairro Comércio, ao lado da Praça da República,  e tem características grandiosas: 1.100 lugares, acústica perfeita, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos com folhas de ouro.
Localiza-se na cidade de Belém, no Estado do Pará. Atualmente, é o maior Teatro da Região Norte e um dos mais luxuosos do Brasil. Com cerca de 130 anos de história, é considerado um dos Teatros-Monumentos do País.
ormnews / redescobrimento.com.br


CATEDRAL DA SÉ

A primeira igreja de Belém foi construída provisoriamente dentro do Forte do Presépio e já era dedicada a Nossa Senhora das Graças. Poucos anos depois foi transferida para o atual Largo da Sé, numa construção precária. No século seguinte, em 1719, a Diocese do Maranhão é desmembrada a pedido de D. João V e Belém passa a sediar a recém-criada Diocese do Pará, ganhando direito a honras de Sé Episcopal a sua igreja matriz.

Em 1882, a decoração interior da igreja sofreu uma reforma radical, ordenada pelo bispo Dom Antônio de Macedo Costa, quando a catedral passou por uma grande alteração. O retábulo original, de autoria de Landi, era de caráter rococó e incorporava uma pintura de Nossa Senhora das Graças de autoria do pintor setecentista português Pedro Alexandrino de Carvalho. Tanto o retábulo como a pintura estão atualmente perdidos e são apenas conhecidos por desenhos.

O atual altar principal foi criado em Roma por Luca Carimini no século XIX, enquanto que as pinturas que decoram o interior foram realizadas pelos italianos Domenico de Angelis e Giusepe Capranesi. O grande órgão, da oficina do francês Aristide Cavaillé-Coll, foi instalado em 1882, sendo o maior órgão da América Latina.

A Catedral da Sé de Belém foi elevada a sede de arquidiocese em 1906, e abrange o complexo formado por: Casa das 11 Janelas, Catedral da Sé, Forte do Castelo localizados à Cidade Velha, centro de Belém.
A catedral é parte importante da tradicional celebração do Círio de Nazaré, maior procissão do mundo ocidental. Após uma missa na catedral, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré parte em procissão da catedral até a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, acompanhada por centenas de milhares de pessoas.

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